quarta-feira, 10 de Fevereiro de 2010

O exercício da liberdade de expressão

Se o procurador-geral da república declara que «não há nenhum indício que mostre que exista um plano do primeiro ministro para controlar a imprensa» nem elementos juridicamente relevantes que configurem a prática de um crime designado como «crime de atentado ao Estado de Direito» nas escutas telefónicas do processo Face Oculta então em termos judiciais o processo pode ser considerado encerrado.

Resta a questão política. No entanto, as declarações de Pinto Monteiro acabam por esvaziar a iniciativa parlamentar do PSD relativa a «audições temáticas sobre o exercício da liberdade de expressão em Portugal». Se a Comissão de Ética chegar a conclusões contrárias ao entendimento de Pinto Monteiro, em que situação fica o procurador-geral da república? Tendo sido as escutas feitas ao primeiro-ministro declaradas «nulas e de nenhum valor» («a partir daí não existem», declarou Pinto Monteiro) poderão ser usadas  como tema nas audições temáticas? Parece que há demasiados fios soltos neste novelo.

terça-feira, 9 de Fevereiro de 2010

Conselhos de Joseph Stiglitz



"Burn" the sepeculators, says top economist

segunda-feira, 8 de Fevereiro de 2010

Blogues pela liberdade


Todos pela liberdade é uma iniciativa de um conjunto de autores de blogues que consideram estar em causa a liberdade de expressão e apelam aos órgãos de soberania «para que cumpram os deveres constitucionais que lhes foram confiados e para que não hesitem, em nome de uma aparente estabilidade, na defesa intransigente da Liberdade».

É necessário ter cuidado com este tipo de movimentos. O objectivo - a defesa da liberdade de expressão - é claramente exagerado e não se pode esquecer que a vontade dos eleitores expressa em eleições livres deve ser sempre respeitada. Afirmar que o regular funcionamento das instituições está em causa é descolar da realidade. Existe Oposição em Portugal, temos um Governo minoritário, o Parlamento exerce a sua função nos termos da Constituição, o Presidente da República está na posse de todos os seus poderes e os órgãos judiciais estão em pleno funcionamento.

É conveniente que este caso seja cabalmente esclarecido num prazo curto e que se tirem as ilações políticas convenientes. A estabilidade das instituições é essencial na conjuntura económica que atravessamos e o arrastamento de um clima de suspeição é nocivo para a democracia portuguesa.

A iniciativa do grupo de pressão Todos pela Liberdade é muito curiosa e pode tornar-se um case study: até que ponto vai a influência política de uma rede social como a blogosfera?

domingo, 7 de Fevereiro de 2010

Bom senso

Tenho por norma não comentar processos judiciais no blogue nem notícias que afectem o carácter e a honra de pessoas.

Acredito na eficácia do sistema judicial, apesar de todas as deficiências e lacunas que possa ter, na presunção de inocência até à prova de culpabilidade,  e defendo o direito à defesa da honra e do bom nome quando alguém é acusado por jornais, rádios e estações de televisão, no âmbito do exercício de funções públicas e políticas.

Não participo em julgamentos populares nem em campanhas contra políticos, sejam do governo sejam da oposição. Se são cometidos ilícitos criminais, então compete ao ministério público e aos tribunais investigarem e submeterem a julgamento os pretensos prevaricadores. Se não existe ilícito criminal mas uma determinada acção pode ser analisada do ponto de vista ético, moral ou político, então parece-me prudente emitir opinião depois de a verdade ser apurada.

Em relação às notícias que têm saído nos últimos dias sobre uma alegada tentativa de controlo de parte da comunicação social, observo com atenção o desenrolar dos acontecimentos. Sem comentários, por agora, porque muita coisa se há-de escrever entretanto.

Para quem defende a eutanásia

Doente em estado vegetativo comunica.

sexta-feira, 5 de Fevereiro de 2010

Cabo Verde tem, Portugal não

Os países, tal como as empresas, precisam de estratégias e planos. Cabo Verde tem uma estratégia, Portugal não.